28 de fev de 2010

HOMENAGEM AO MINDLIN

 Nascido em São Paulo, em 8 de setembro de 1914, José Mindlin estudou Direito na USP e fez cursos de extensão universitária na Universidade de Columbia, em Nova York. Advogou por alguns anos, deixando essa atividade para fundar a empresa Metal Leve, que se destacou no setor de peças para automóveis e hoje é controlada pela multinacional alemã Mahle. Ele foi diretor da Metal Leve durante 46 anos, deixando a empresa em 1996.
Aos 32 anos, financiado por um empresário, conseguiu um sócio e fundou a livraria Parthenon, em São Paulo, especializada em livros raros. E assim iniciou seu périplo em busca de obras raras para sua biblioteca particular.
A sua paixão pelos livros fez com que chegasse a ter 45 mil volumes (que sonho!!!!!), colecionados desde os anos 30. Esse acervo incluiu raridades, como a primeira edição de "Grande Sertão: Veredas" de João Guimarães Rosa. Em junho de 2009 ele doou sua biblioteca, a maior coleção particular de livros do Brasil, para a USP, transformando-a na a biblioteca "Brasiliana Guita e José Mindlin". A "Brasiliana USP" é um projeto acadêmico da Universidade de São Paulo que reúne a maior coleção de livros e documentos sobre o Brasil, um moderno edifício de 20 mil metros quadrados na Cidade Universitária. Parte dos livros e documentos doados por Mindlin já podem ser consultados na Brasiliana Digital, em http://brasiliana.usp.br/.
Mindlin ocupou a cadeira 29 da Academia Brasileira de Letras. Foi eleito em 20 de junho de 2006, sucedendo o escritor Josué Montello. José Mindlin deixa quatro filhos, 12 netos e 12 bisnetos. Sua mulher Guita morreu em 2006.

27 de fev de 2010

BLANCO

Blanco
(Octavio Paz, poema traduzido para o português por Haroldo de Campos)

Me vejo no que vejo
Como entrar por meus olhos
Em um olho mais limpido

Me olha o que eu olho
É minha criação
Isto que vejo

Perceber é conceber
Águas de pensamentos
Sou a criatura
Do que vejo.

26 de fev de 2010

APROVEITANDO A REFLEXÃO DO E-MAIL QUE O PINK MANDOU  COM UM VÍDEO SOBRE O AQUECIMENTO GLOBAL PORTO A MATÉRIA AINDA FRESCA. PARECE QUE O VIDEO ESTÁ MAIS PRÓXIMO DO QUE IMAGINAMOS.

Iceberg gigante se desprende da Antártida


PARIS — Um gigantesco iceberg, do tamanho de Luxemburgo, se desprendeu da Antártida há duas semanas e seu deslocamento pode alterar as correntes oceânicas em todo o mundo, adverte um estudo publicado nesta sexta-feira.
Apesar do impacto só se manifestar em décadas, uma redução da velocidade de produção de água fria e densa poderia provocar invernos mais rigorosos no Atlântico norte, assinalaram os pesquisadores.
O bloco de gelo, de 2.550 km quadrados, se desprendeu em 12 ou 13 de fevereiro da geleira Mertz, um glaciar de 160 quilômetros de comprimento que emerge da Antártida oriental e avança sobre o Oceano Antártico ao sul de Melbourne, informaram os cientistas.
Com uma espessura média de 400 metros, o iceberg pode perturbar a biodiversidade excepcionalmente rica da região, que inclui uma importante colônia de pinguins imperadores na zona de Dumont d'Urville, onde está a estação científica francesa na Antártida.
O iceberg, de 78 km de comprimento e quase 40 km de largura, com peso estimado de mais de 1 bilhão de toneladas, se desprendeu da geleira Mertz ao receber o impacto de outro iceberg, conhecido como B9B, a deriva desde 1987.
Tanto os ciclos naturais como a mudança climática provocada pelo homem contribuem para o colapso das geleiras na Antártida.
A maré e as correntes oceânicas batem constantemente nas áreas expostas da geleira, enquanto verões mais longos e temperaturas mais altas também contribuem para o desprendimento dos icebergs.
"Obviamente que com o aquecimento das águas as bordas das geleiras se tornam mais frágeis", disse Legrosy, que trabalha no Laboratório de Geofísica e Pesquisa Oceanográfica, na cidade francesa de Toulouse.
A geleira Metz, onde foram instalados sistemas GPS e outros instrumentos de medição, deve proporcionar informação valiosa sobre o desprendimento de icebergs.
"Pela primeira vez temos um registro detalhado do ciclo completo de um desprendimento de iceberg: antes, durante e depois", assinalou o pesquisador.
"Estamos usando a geleira como um laboratório para estudar os processos que poderão ser alterados pela mudança climática, incluindo o desprendimento de icebergs, a temperatura dos oceanos e as flutuações do nível do mar".
Desde que se separou da geleira Mertz - do mesmo modo que o B9B - o novo iceberg está flutuando em uma área próxima conhecida como polinia.
Distribuídas por todo o Oceano Antártico, as polinias são zonas que produzem água densa, gelada e rica em sal, que segue para o fundo do mar e dirige as correntes oceânicas como um canal.
Se icebergs como este se deslocam para leste e encalham, ou flutuam para o norte até climas mais quentes, não há qualquer impacto sobre as correntes oceânicas, mas se permanecem nesta área, algo provável, podem bloquear a produção de água densa e recobrir a polinia", explicou Legresy.
A polinia da geleira Mertz é especialmente importante, e representa cerca de 20% da "água do fundo" dos oceanos.
A expectativa de vida de um iceberg depende de seu deslocamento, mas podem durar décadas.
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EU ACREDITO...

"Eu acredito no sol, mesmo quando não ilumina.
Eu acredito no amor, mesmo quando não o sinto.
Eu acredito em Deus mesmo quando permanece calado.
Acredito que cada novo dia é melhor do que o que passou; pois, afinal, é um novo dia.
Acredito que cada amizade nova é uma forma de gostar e aprender um pouco mais sobre alguém.
Acredito de que viver é pura adrenalina, pois para viver é necessário muitos tombos e coragem de enfrentá-los para se levantar.
Acredito que em vez de se vingar é melhor perdoar  pois "amar" é um dom bem maior do que a vingança.
Acredito que muitas vezes chorar é bom, fortalece os pulmões.
Acredito no amor, na amizade, no perfume das flores porque posso sentir ambos, posso sentir o amor dentro de mim, o carinho pelos amigos e sentir o perfume das flores.
Acredito que sonhar é bom mas tornar esse sonho realidade é melhor ainda, com fé em tudo que faz, em tudo que podemos fazer e ajudar alguém fazer..."

Ontem, enquanto voltava da faculdade, ouvi uma música na rádio que me lembrou de bons momentos de minha vida: as tardes da infância. Relembrei o quanto é bom relembrar algo. Foi muito bom. Posto a música do CD "Calango"(nome de uma dança típica do norte de Minas) da banda mineira Skank lançado em 1995, que, por coincidência, foi o primeiro Compact Disc Player que eu vi na minha vida porque minha irmã tinha este álbum. Ela o ganhou em 1995, quando eu tinha 11 anos e nem possuíamos aparelho para reproduzir a mídia.
Essa música me lembra a infância, pois eu e a Gláucia (minha terceira melhor amiga) bricavamos de completar músicas nas tardes em que íamos uma para a casa da outra. Nessa época nosso programa de TV preferido era "Confissões de adolescente" e sua música preferida era "Nos Lençóis desse Reggae" da Zélia Duncan. mal sabíamos nós que um dia eu iria agarrar a tia Zélia no palco do Sesc Pinheiros. Mal sabiamos nós que aquelas tardes ficariam só na lembrança... Dedico à Gláucia, onde quer que esteja!


O Beijo e a Reza
( Samuel Rosa - Chico Amaral )

Iça Iça vela do barco
Mar do atlântico sul
Marinheiro João do Arco
Anjo do céu azul


Iça Iça âncora vela
Três milhas do atol
Sol na nuca e o corpo dela
Ofusca a luz do sol


Quem avista a ilha do amor
No mar só se dá bem
Um peixe que eu pesquei me fisgou
Fui seu peixe também


Roupa lavada no varal
Cega minha visão
Moça do batalhão naval
Pega na minha mão


Tempestade vai e vem e vai
Firme no leme marinheiro
Ela me quer,eu já não choro mais
Vou correr o mundo inteiro


Me dá um beijo
Porque um beijo é uma reza
Pro marujo que se preza


Oa oa balanço do mar
Oa oa amor vida boa
Oa oa vento dá na vela
Oa oa me leva prá ela

24 de fev de 2010

Amanhã é 23...

Ontem, 23 de fevereiro, completei 26 aninhos... ohhhhhhhhh... uma ninfa (praticamente)!
Estou fazendo esta postagem em agradecimento a todos que me orkutaram, mas em especial a algumas pessoas: Patinha, que me ligou de Lyon (vocês sabem aonde fica Lyon? é longe pra dedéu!!!) e me fez chorar pela primeira vez no dia; a Juzinha, que é minha amiga desde os 10 anos e que ligará nos aniversários até completarmos 88 anos (espero que demore bastante); à Hozana e a Laís que estudaram comigo no cursinho (eu as amo de paixão) e que eu sempre soube que seriam minhas amigas pra sempre, elas foram até a Sunny pra me ver e ao meu Moguego Andso que me postou uma música como profile, mas não era só uma música, era a música que me fazia lembrar dele, da banda que eu mais amo no planeta (e ele não sabia disso porque eu nunca disse), não é incrível como a sintonia combina!!!
Amo todos vocês AMIGOS E AMIGAS!!!
Obrigada por me fazer me sentir querida!!! Obrigada pelos bolos sr. Tobias, estavam maravilhosos...

Amúsica segue abaixo, as lembranças são sempre eternas...

23 de fev de 2010

GENI

Segue o texto do cardápio do Bar Geni, localizado à R. Bela Cintra, 539 - Consolação - São Paulo - SP.
http://www.geniclub.com.br/



"De tudo que é nego torto, ela já foi namorada, mas quem nunca entrou nessas paradas, noites assim tão democráticas?


Geni são muitas, são várias, moças lindas e generosas, Geni são 300, 350, como dizia Mario de Andrade, são todas as rainhas tortas cantadas por Lou Reed, Gainsbourg e Chico Buarque...

Geni, se brincar, meu velho, são todas as mulheres, Bovarys, c´est moi. Quem nunca foi Geni por uma noite que atire a primeira pedra! E os cabróns, galinhas-Genis no último, pois. Quem nunca foi Geni, que se aveze, e atire a primeira pedra de gelo no meu uísque... Embora eu prefira um cowboy desse asfalto, short drink, a moda Sam Sheppard, barato!

Geni é profissional e a mais amadora das amadoras. É aquela que condenamos sem nem saber, precoces, como gozos velozes, na batida do centro, goolll, o mais rápido do campeonato. Joga pedra que tu vês!

Reza a lenda que a primeira Geni que desfilou na calçada da rua Bela Cintra, migrando ali da Augusta, nem puta era. Batismo: Maria Genivânia... depois passaram tantas homônimas.

E o sobrenome subtraímos para evitar problemas. Idade: quando aqui passou tinha 25, 25 anos confessos, incompletos, um quarto de século. Linda, cabelos e lábios à Iracema, favos do jali e asas da graúna, gloss brilhante e olhos de uma ressaca eterna.

Minha Beatriz, dane-se Dante!

Unhas? Vermelhas. Batom. Minha camisa branca por testemunha, nem a adorável lavanderia tirou!

Geni, mire-se no exemplo, é dadivosa, aqui na frente desse bar fazia ponto, tranqüila, meu Deus, não se atirava em cima de carros, no sossego, na moral, fumava seu cigarro e meditava no calor e na neblina, zen como uma deusa das montanhas, seguia a onda da maresia possível de todas as bondades e noites brancas.

SP há de beijar seus pés, Geni, que começou ali do outro lado, na Consolação, na Tia Olga, entre o cemitério e o sujinho, morte e vida hedonista, daqui ninguém sai vivo, carpe diem, aproveitem a vida, coisa tão ligeira, Geni, pois a vida, Geni, a vida acaba com choro, Geni, mas a vida não tem chorinho!"

Xico Sá

18 de fev de 2010

A MÚSICA DO DIA



A Terceira Margem do Rio

Composição: Caetano Veloso/Milton Nascimento

Oco de pau que diz:

Eu sou madeira, beira

Boa, dá vau, triztriz

Risca certeira

Meio a meio o rio ri

Silencioso, sério

Nosso pai não diz, diz:

Risca terceira


Água da palavra

Água calada, pura

Água da palavra

Água de rosa dura

Proa da palavra

Duro silêncio, nosso pai


Margem da palavra

Entre as escuras duas

Margens da palavra

Clareira, luz madura

Rosa da palavra

Puro silêncio, nosso pai


Meio a meio o rio ri

Por entre as árvores da vida

O rio riu, ri

Por sob a risca da canoa

O rio riu, ri

O que ninguém jamais olvida

Ouvi, ouvi, ouvi

A voz das águas


Asa da palavra

Asa parada agora

Casa da palavra

Onde o silêncio mora

Brasa da palavra

A hora clara, nosso pai


Hora da palavra

Quando não se diz nada

Fora da palavra

Quando mais dentro aflora

Tora da palavra

Rio, pau enorme, nosso pai

16 de fev de 2010

LEITURAS DE FÉRIAS

Comprei vários livros em feiras que visitei nos anos passados, li alguns deles, mas guardei "PERSÉPOLIS" da Marjane Satrapi e alguns livros de contos da Clarice Lispector para estas férias. Talvez tenha reservado esse tempo para os que eu julgava uma pouco mais especiais (que me perdoem Bandeira e Homero, meus favoritos).
Não me arrependi pela espera, pois foram leituras gratificantes e enriquecedoras.

TAMBÉM NÃO VOU RESENHAR PORQUE PERSÉPOLIS É PARA SER LIDO (OU ASSISTIDO).